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Atlas da Indústria Paulista
Informações para a competividade
A indústria paulista, malgrado as contingências dos últimos anos, sobretudo a partir de 1998, que provocaram redução da sua participação no PIB brasileiro, ainda é uma das mais dinâmicas do Brasil. O Estado concentra 40% da produção industrial brasileira e dispõe de uma das melhores infra-estruturas física e tecnológica do país.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, no intuito de compreender melhor a indústria paulista e sua competitividade, solicitou à Fundação Seade a elaboração do Atlas da Indústria Paulista, que disponibilizará anualmente informações setoriais e regionais sobre:
- indicadores e distribuição territorial da atividade industrial de São Paulo, com ênfase nos fatores de produção (valor adicionado fiscal), emprego (pessoal ocupado) e renda (salários);
- informações socioeconômicas dos municípios e regiões do Estado de São Paulo;
- infra-estrutura física do Estado;
- infra-estrutura de apoio à competitividade (ensino técnico, institutos de pesquisa, universidades, etc.);
- localização dos estabelecimentos comerciais no Estado e no Brasil.
- evolução dos investimentos anunciados no Estado.
Com este conjunto de indicadores e informações, espera-se concorrer para o aumento da competitividade industrial regional, à medida em que estas informações dêem suporte para elaboração e implantação de políticas de competitividade industrial regional e estratégias de ação do setor público (estadual, regional e municipal) da Fiesp (Sindicatos, Depar e Departamentos Técnicos) e das indústrias.
As aplicações para o desenvolvimento dessas políticas são enormes, pois o Atlas da Indústria Paulista permite identificar a distribuição dos setores e portes nas regiões, contribuindo para a avaliação, adequação e priorização de ações, entre outros, nos seguintes temas:
- identificação de vocações regionais e classificação da tipologia dos pólos de desenvolvimento de São Paulo: APLs, aglomerações setoriais (com presença ou não de grande indústria na aglomeração local), parques tecnológicos, regiões com denominação de origem;
- tecnologia: adequação de serviços tecnológicos (laboratórios, centros de pesquisa) e elaboração de programas de extensão em GESTÃO e TECNOLOGIA adequados às necessidades regionais, setoriais e de porte;
- formação de recursos humanos: adequação e expansão do ensino técnico e tecnológico conforme a demanda industrial regional;
- investimentos: identificação das externalidades benignas para atração de investimentos (infra-estrutura física e de competitividade regional e local), oportunidades de adensamento de cadeias produtivas locais, atendimento a investidores privados, subsídios à orientação de investimentos públicos e evolução de investimentos privados;
- infra-estrutura e logística: identificação de oportunidades de melhoria/redução de gargalos, considerando necessidades específicas das indústrias quanto a operações e distribuição da produção;
- capital humano: identificação das diferenças regionais/setoriais de escolaridade e salários e a decorrente oportunidade de programas de capacitação para escolaridade e produtividade;
- monitoramento da competitividade: identificação (construção de série histórica) da evolução do emprego, arrecadação, estabelecimentos, salários, investimentos, etc., possibilitando verificar e adotar medidas referentes a setores/regiões mais dinâmicos, possíveis efeitos da guerra tributária, construção de indicadores de competitividade regional e municipal, constituição de fundos e incentivos regionais, etc.
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